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Se você atende pessoas de todas as raças, precisa saber quando a raça importa no caso.

O ICR, Introdução à Clínica Racial, é a formação inicial para profissionais da saúde mental que querem aprender a reconhecer quando raça pode atravessar uma queixa e como abrir essa conversa sem induzir o paciente.

Você pode estar diante de uma questão racial sem ouvir a palavra “racismo”

Um paciente fala sobre perfeccionismo.

Outro sente que precisa provar competência o tempo todo.

Alguém relata que nunca se sente pertencente em determinados espaços.

Outro conta uma situação no trabalho e diz: “não sei se estou exagerando”.

Nada disso significa automaticamente que raça explica o caso.

Mas também não significa que ela possa ser descartada antes mesmo de ser investigada.

E esse é um ponto que nem sempre aparece na formação tradicional em saúde mental.

O ICR começa aí: ensinando você a perceber quando raça pode ser uma variável importante e como investigar essa possibilidade sem transformar tudo em raça.

Clínica Racial também diz respeito a quem atende pessoas brancas

Clínica Racial não é uma especialidade para quem atende exclusivamente pessoas negras.

Raça também participa da forma como as pessoas são vistas, pertencem a determinados espaços, constroem identidade, vivem relações e interpretam experiências.

Por isso, estudar Clínica Racial não significa procurar racismo em todos os casos.

Significa ter repertório para fazer uma pergunta que talvez antes nem entrasse no seu campo de atenção:

A raça pode estar participando do que essa pessoa está vivendo?

E, depois, saber investigar antes de concluir.

O ICR é para você que...

  • Atende pessoas de diferentes raças e nunca estudou Clínica Racial.
  • Percebe que sua graduação falou pouco ou nada sobre raça dentro da prática clínica.
  • Já ouviu falar sobre racismo estrutural, microagressões e identidade racial, mas nunca aprendeu o que fazer com isso dentro de uma sessão.
  • Tem receio de falar algo errado, induzir uma resposta ou enxergar racismo onde ele não está.

Ou simplesmente chegou até aqui pensando:

“Eu nunca tinha considerado que precisava estudar isso.”

É exatamente por isso que o ICR existe.

O que muda depois do ICR

Antes

Você sabe investigar sintomas, pensamentos, emoções, relações e história de vida.

Mas raça dificilmente aparece entre as primeiras possibilidades que você considera.

Quando o tema surge de maneira ambígua, você pode não perceber, esperar o paciente falar primeiro ou ficar sem saber como perguntar.

Depois

Você passa a incluir raça entre as possibilidades clínicas que podem ser investigadas.

Consegue perceber quando vale abrir essa conversa.

Aprende a perguntar sem sugerir previamente qual deveria ser a resposta.

E começa a diferenciar uma questão racial relevante de uma hipótese que não se sustenta naquele caso.

Sua abordagem continua a mesma. O que muda é o que você consegue enxergar com ela.

Não é só você que tem essa dúvida

Em uma pesquisa respondida por 194 profissionais e estudantes antes do workshop O Ponto Cego da Clínica:

38%

disseram ter medo de falar algo errado.

30%

sabiam que precisavam falar sobre raça, mas não sabiam como.

18%

não sabiam distinguir quando um caso envolvia raça ou outra questão.

E entre quem não sabia diferenciar uma coisa da outra, metade já havia feito algum curso sobre o tema.

Ter informação sobre racismo não significa necessariamente saber investigar raça dentro de uma sessão.

O ICR foi criado para começar a diminuir essa distância.

O que você vai aprender no ICR

Ao longo dos seis módulos, você vai aprender a:

  1. 1.perceber quando raça pode estar envolvida em um caso, mesmo que o paciente não nomeie isso;
  2. 2.abrir uma conversa sobre raça sem colocar uma resposta na boca do paciente;
  3. 3.investigar o peso que essa questão realmente tem naquela queixa;
  4. 4.observar como sua própria posição racial pode influenciar aquilo que você percebe ou deixa passar durante uma sessão;
  5. 5.continuar estudando Clínica Racial com um caminho de leitura organizado, em vez de uma lista solta de referências.

Tudo isso a partir de situações clínicas concretas.

Por dentro do ICR

1

Aula 1

Abertura

Você conhece a proposta da formação, seus limites e os cuidados que vão orientar as aulas seguintes.

2

Aula 2

O ponto cego da clínica

O que acontece quando o profissional não toca em raça em nenhum momento?

E o que acontece quando ele se apressa e pergunta diretamente: “isso foi racismo?”

Você vai entender por que esses dois caminhos, apesar de opostos, podem cometer o mesmo erro: decidir antes do paciente o significado daquela experiência.

3

Aula 3

O que muda quando é você quem ouve

Nem todo ponto cego aparece como uma crença explícita.

Às vezes, ele aparece no que você considera importante o suficiente para perguntar.

Aqui, você vai aprender a revisar sua própria escuta e identificar aquilo que costuma perceber rapidamente e o que pode passar despercebido.

4

Aula 4

Apareceu. E agora?

O paciente trouxe uma experiência racial para a sessão.

Agora você precisa descobrir o que fazer com essa informação.

Nesta aula, você aprende três perguntas para investigar onde determinado padrão aparece, onde ele não aparece e o que muda entre essas situações.

Inclusive quando a conclusão for que raça não explica aquela queixa.

5

Aula 5

Será que o cliente precisa de um terapeuta da mesma raça dele?

Você vai discutir o que realmente permite que um profissional sustente uma conversa sobre raça quando sua própria experiência é diferente da experiência do paciente.

E aprender uma forma de abrir esse assunto sem sugerir a resposta.

6

Aula 6

Por onde começar a ler

Você termina o ICR sabendo também como continuar.

As referências são organizadas de acordo com as dúvidas que podem aparecer durante sua formação, passando por materiais do CFP, Clínica Racial, branquitude, colorismo, mestiçagem, povos indígenas e outros temas importantes.

Você recebe o Caderno de Leituras, com referências e links organizados para aprofundamento.

Um caso clínico acompanha toda a formação

Você não vai estudar cada conceito isoladamente e depois precisar descobrir sozinho como aquilo aparece na clínica.

O ICR trabalha um caso clínico ao longo das aulas.

Você observa como uma mesma história pode ganhar novas perguntas à medida que sua escuta se amplia.

O objetivo não é ensinar qual é a “resposta correta” para o caso.

É ensinar você a investigar melhor antes de chegar a uma conclusão.

Tudo que você recebe no ICR

  • 6 módulos gravados
  • Caso clínico original desenvolvido para a formação
  • Caderno de Leituras em PDF
  • Referências organizadas para continuar seus estudos
  • Acesso à formação Introdução à Clínica Racial
  • Bônus: um encontro ao vivo no Zoom com a Margery

Investimento

12x de R$ 10,03

ou R$ 97 à vista

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Quem ministra o ICR

Margery Pimentel na capa da ForbesBLK

Margery Pimentel

Margery Pimentel é psicoterapeuta e atua há quase duas décadas na clínica.

Começou sua trajetória profissional no Brasil, trabalhando com Terapia Cognitivo-Comportamental e em serviços do SUS. Depois de imigrar para o Canadá, reconstruiu sua carreira profissional e aprofundou sua formação em Psicologia Intercultural, relações étnico-raciais e Clínica Racial.

Ao longo dessa trajetória, uma questão passou a ocupar cada vez mais espaço em sua prática:

o que pode estar participando da construção daquele sofrimento que a formação tradicional ensinou pouco o profissional a enxergar?

Hoje, Margery reúne prática clínica, formação e experiência de ensino para ajudar outros profissionais a traduzirem discussões sobre raça para aquilo que acontece de verdade dentro de uma sessão.

Seu trabalho parte de uma ideia simples: experiência pessoal não substitui formação clínica, e não é preciso ter vivido a mesma história do paciente para aprender a escutá-la com responsabilidade.

Você não precisa começar sabendo tudo sobre Clínica Racial

Precisa começar sabendo o que observar.

O que perguntar.

E como investigar antes de concluir.

O ICR foi criado para ser esse primeiro passo.

Introdução à Clínica Racial

6 módulos práticos

R$ 97

Perguntas frequentes